Não dá mais pra te esperar
A chuva vai apertar
E eu não quero me molhar
Não dá mais pra aguentar
A angústia vai apertar
Eu não quero me molhar
Nem de chuva
Nem de lágrimas
Decide logo se vem comigo
Aqui tá chuviscando faz tempo
E faz frio
Não vale a pena
Me molhar por você
Não vale a pena
Pegar essa chuva sem você
— Stephany Sousa.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Migalhas.
Eramos eu, você,
Um filme,
E as migalhas no sofá.
Nosso filme acabou,
E hoje sou eu
As migalhas no sofá.
— Stephany Sousa
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Borrões.
Somos um borrão de cores tentando ganhar formas. Tentando conhecer novos nuances na vida. Nossa parte em branco é preenchida a cada mistura de novas cores que descobrirmos ou descolorimos. Nós absorvemos os melhores tons de cada um que nos deixa marcado, seja a áurea dela o azul mais sereno que te afaga; seja o amarelo mais alegre que te reluz; ou até mesmo um tom mais frio que te faz querer colorí-lo por ver os pontos mais vivos sendo ofuscados... Somos borrões de cores, e cada um nos interpreta de uma forma. Em alguns, despertamos diferentes emoções, e para outros, nem fazemos sentido.
— Stephany Sousa.
— Stephany Sousa.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Cinza e Azul.
Deveria ser proibido acontecer coisas tristes em dias chuvosos.
Eu sei que em cima desse cinza tem o azul.
Mas eu preciso de fogo...
Então se não te tenho,
Espero o Sol nascer de novo.
Assim como tem menos dias cinzas que azuis,
Só por hoje, me deixa esquecer quem eu sou,
O que eu estou fazendo e o que está acontecendo
Ninguém precisa saber.
A chuva vai se misturar com a lágrima no meu rosto,
Depois o Sol seca tudo junto e leva embora.
Olha como a felicidade é generosa,
Deixa os dias chuvosos pra tristeza passear e ir embora.
Então só por hoje, me deixa esquecer quem eu sou.
Nem eu mesmo preciso lembrar,
Um dia já é muito pra desperdiçar.
Mas já que eu não pude sair de casa,
Não pude ir a praia
E não tive companhia pro cinema...
Me deixa esquecer quem eu sou
Só por hoje.
— Stephany Sousa
.jpg)
Eu sei que em cima desse cinza tem o azul.
Mas eu preciso de fogo...
Então se não te tenho,
Espero o Sol nascer de novo.
Assim como tem menos dias cinzas que azuis,
Só por hoje, me deixa esquecer quem eu sou,
O que eu estou fazendo e o que está acontecendo
Ninguém precisa saber.
A chuva vai se misturar com a lágrima no meu rosto,
Depois o Sol seca tudo junto e leva embora.
Olha como a felicidade é generosa,
Deixa os dias chuvosos pra tristeza passear e ir embora.
Então só por hoje, me deixa esquecer quem eu sou.
Nem eu mesmo preciso lembrar,
Um dia já é muito pra desperdiçar.
Mas já que eu não pude sair de casa,
Não pude ir a praia
E não tive companhia pro cinema...
Me deixa esquecer quem eu sou
Só por hoje.
— Stephany Sousa
.jpg)
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Fantasia.
Quero um amor fantasiado de paixão.
Quero deixar descontrolar a sensação
Do meu corpo sendo preenchido
Pela arte do teu.
Quero me perder por segurança,
Quero me achar na tua dança,
Quero compartilhar o teu querer.
Paixão é ardente.
Tem a necessidade da troca de olhar.
Amor é latente.
Te olho daqui e você me olha de lá.
Um vira o outro,
Porque o outro não vira um?
Amor e Paixão
Tem que ser
Uma vida de duas mãos.
— Stephany Sousa.

Contribuição da Mayã na última frase, um detalhe que fez toda diferença <3
Quero deixar descontrolar a sensação
Do meu corpo sendo preenchido
Pela arte do teu.
Quero me perder por segurança,
Quero me achar na tua dança,
Quero compartilhar o teu querer.
Paixão é ardente.
Tem a necessidade da troca de olhar.
Amor é latente.
Te olho daqui e você me olha de lá.
Um vira o outro,
Porque o outro não vira um?
Amor e Paixão
Tem que ser
Uma vida de duas mãos.
— Stephany Sousa.

Contribuição da Mayã na última frase, um detalhe que fez toda diferença <3
Local:
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Bumerangue.
Isso era pra ser um tweet, mas achei muito sentimental para uma rede social em que tudo termina em palhaçada; depois pensei em fazer uma poesia pelo sentido da metáfora, mas tinha um cunho de reflexão que eu precisava abranger e ser mais clara; então, como podem perceber, virou uma crônica.
Com 11 anos eu peguei no livro "O Segredo" simplesmente pela inocência e curiosidade de uma criança em saber qual era o segredo. Talvez por ser criança, talvez por ser eu... fiquei lendo aquele livro e anotando na minha agenda da Hello Kitty todas as "receitas" para conspirar com o universo e fazer com que ele atraísse as coisas que eu queria. Eu segui essa lista com atitudes desde recortar minha Caloi Aro 16 na porta do armário para todo dia mentalizá-la, até tomar banho de chuva e gritar agradecimentos pela minha existência, e de todas as coisas e pessoas boas que eu tinha.
Parece loucura, mas quanto mais eu tinha pensamentos fortes e positivos as coisas simplesmente aconteciam. E quanto mais eu crescia e amadurecia, mas eu tinha provas daquela certeza ingênua de que eu realmente tenho super poderes. Eu tenho o poder de escolher o bem, e o bem tem o poder me recompensar por escolhê-lo. Eu tenho o poder de ser forte diante do mal, e a força tem o poder de me tornar cada vez dominadora dela. Eu tenho o poder de mentalizar meus desejos mais com o coração do que com a cabeça, e de alguma forma, eles vem até mim por merecimento. Eu tenho o poder de entregar meus sentimentos, e recebê-los de volta, mesmo não controlando a partida e mesmo não induzindo a volta.
Mas como tudo na vida tem um "porém" (esse que só depende de você para existir), não só os sentimentos bons são atraídos, e o retorno de suas ações, muitas vezes, vem de uma forma inconsciente. Então quando você deposita negatividade em algo, ela também vai voltar; e talvez volte só para te fazer perceber que você estava fazendo algo ruim mesmo não propositalmente. Um comentário maldoso ou repassar uma fofoca; quando você fez pouco caso de uma situação pequena. mas que para a outra pessoa era grandiosa, então ela perdeu o gosto de te contar e de te ouvir... Quando essas coisas acontecem sem você perceber, não se culpe, mas também não repita. É a vida querendo te ensinar a ser merecedor dela.
A vida é como um bumerangue, mas não é imediata, pois ela sabe o melhor caminho pra trazer tudo de volta. E o destino é um ajudante que escolhe as melhores ferramentas de fazer você entender. Se algo está gritando nos seus olhos, repare. Se no meio de várias conversas seus ouvidos encontraram um foco, escute. Se algo apareceu no seu caminho, aprenda.
— Stephany Sousa.
.jpg)
Parece loucura, mas quanto mais eu tinha pensamentos fortes e positivos as coisas simplesmente aconteciam. E quanto mais eu crescia e amadurecia, mas eu tinha provas daquela certeza ingênua de que eu realmente tenho super poderes. Eu tenho o poder de escolher o bem, e o bem tem o poder me recompensar por escolhê-lo. Eu tenho o poder de ser forte diante do mal, e a força tem o poder de me tornar cada vez dominadora dela. Eu tenho o poder de mentalizar meus desejos mais com o coração do que com a cabeça, e de alguma forma, eles vem até mim por merecimento. Eu tenho o poder de entregar meus sentimentos, e recebê-los de volta, mesmo não controlando a partida e mesmo não induzindo a volta.
Mas como tudo na vida tem um "porém" (esse que só depende de você para existir), não só os sentimentos bons são atraídos, e o retorno de suas ações, muitas vezes, vem de uma forma inconsciente. Então quando você deposita negatividade em algo, ela também vai voltar; e talvez volte só para te fazer perceber que você estava fazendo algo ruim mesmo não propositalmente. Um comentário maldoso ou repassar uma fofoca; quando você fez pouco caso de uma situação pequena. mas que para a outra pessoa era grandiosa, então ela perdeu o gosto de te contar e de te ouvir... Quando essas coisas acontecem sem você perceber, não se culpe, mas também não repita. É a vida querendo te ensinar a ser merecedor dela.
A vida é como um bumerangue, mas não é imediata, pois ela sabe o melhor caminho pra trazer tudo de volta. E o destino é um ajudante que escolhe as melhores ferramentas de fazer você entender. Se algo está gritando nos seus olhos, repare. Se no meio de várias conversas seus ouvidos encontraram um foco, escute. Se algo apareceu no seu caminho, aprenda.
— Stephany Sousa.
.jpg)
Marcadores:
chronicle,
crônica,
espiritualidade,
filosofia,
karma,
life,
o segredo,
positividade,
positivity,
the secret. vida
Local:
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Irradia.
Fazendo as pazes com a terra.
E que paz, e que terra!
Fazendo da terra minha paz.
E que paz, e que terra..
Abre a janela e deixa entrar.
O Sol quer te iluminar!
Veste teu melhor sorriso,
Mostra para ele
Que você também tem brilho!
Olha pras estrelas e aprende:
Quem tem muita luz
Tem mais é que dar de presente.
O que seria das constelações
Sem o Sol para ascender as composições?
Não se trata de ser maior,
Se trata de ser você.
Há quem prefira o céu de noite ao céu de dia.
Seja importante para si
E vai menina, irradia!
— Stephany Sousa.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Bicho Leviano.
Eu tô doente!
Um bicho leviano me picou!
Tô com a febre desses que andam
E não olham onde pisou.
É a doença dos pássaros!
Criando penas,
Correndo em vez de passos.
É pra pegar impulso,
É pra pular nos galhos.
É a doença dos pássaros!
Criando asas,
Sigo batendo por onde o vento soprar
Sem saber onde vai dar.
Mas passarinho cria ninho,
Passarinho voa e volta.
Acho que sou borboleta,
Leve e desgovernada,
Só é bonito pra quem olha.
Queria eu ter garras,
Pra não me perder
Nesse teu vendaval sem rotas.
— Stephany Sousa.

Um bicho leviano me picou!
Tô com a febre desses que andam
E não olham onde pisou.
É a doença dos pássaros!
Criando penas,
Correndo em vez de passos.
É pra pegar impulso,
É pra pular nos galhos.
É a doença dos pássaros!
Criando asas,
Sigo batendo por onde o vento soprar
Sem saber onde vai dar.
Mas passarinho cria ninho,
Passarinho voa e volta.
Acho que sou borboleta,
Leve e desgovernada,
Só é bonito pra quem olha.
Queria eu ter garras,
Pra não me perder
Nesse teu vendaval sem rotas.
— Stephany Sousa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Máquina de Respostas.
Desde pequena eu penso numa máquina que me respondesse qualquer pergunta com exatidão. Eu realmente lembro de mim com meus 8-anos-sei-lá visualizando essa máquina como um óculos, e apareceria a reposta pela lente... Apesar desse objeto ser estranho, o mais estranho eram as perguntas que eu fazia. As quais eram completamente impossíveis, eu buscava respostas do tipo: Quantas pessoas no mundo estão com chiclete grudado no cabelo? Quantas pessoas estão se cortando com uma folha de papel agora? Quantas pessoas estão sendo cagadas por pombos?
Escrevendo esse texto, reparei que quando eu era pequena tentava pensar na coisa mais incomum para tentar achar o mínimo de pessoas no mundo fazendo a mesma coisa. O objetivo era achar a pergunta que me daria a resposta de que apenas uma pessoa no mundo inteiro estaria fazendo algo sozinha (Inclusive eu nunca fiz essa pergunta direta porque a graça era achar a pergunta mais limitante possível). Acho que era uma curiosidade de saber se o mundo é tão grande o suficiente para ter várias pessoas fazendo coisas estranhas ao mesmo tempo, desafiando as probabilidades do planeta.
Depois de muitos anos, o estranho se tornou eu ainda "usar" essa máquina nas minhas observações (Isso se deve por uma característica minha muito forte que é ver as coisas com olhos de criança, ou seja, ver beleza onde não tem e me impressionar com pouco. Como por exemplo, achar bonito uma menina de aparentemente 4 anos brincando de amassar latinhas para os pais em pleno ano novo. Naquele momento, nem eu, nem a menina pensamos no lado ruim daquela "brincadeira"). Porém, hoje em dia eu não fico mais buscando a pergunta "da única pessoa fazendo algo sozinha", eu vejo algo peculiar, como duas pessoas tropeçando ao mesmo tempo, e me pergunto: "Quantas pessoas no mundo tropeçaram simultaneamente com elas?"
Eu nunca tinha refletido sobre isso tudo, é apenas uma brincadeira introspectiva como a de não pisar nas linhas do chão. Muitas pessoas fazem isso depois de grande (eu). Até que um dia eu estava andando de ônibus e vi um cartaz com uma mensagem de amor preso no sinal e pensei: "Quantas pessoas no mundo estão achando seus cartazes pelas ruas e se emocionando?" Naquele momento, quase que instantaneamente, me veio um brainstorm sobre o sentido disso... Você pode estar fazendo exatamente a mesma coisa, e ao mesmo tempo, que bilhões de pessoas no mundo e até fora dele... Mas isso não vai deixar de ser único pra você ou para as pessoas a sua volta. Tudo que a gente faz é único, até copiar. Pois uma mesma mensagem não toca corações iguais; uma mesma peça teatral pode ser a melhor peça da vida de duas vidas completamente diferentes, por motivos diferentes em dias diferentes.
Nós somos o que marcamos e deixamos para outras pessoas e para nós mesmos. Momentos, experiências, conversas, toques físicos e morais... Essa parte você pode interpretar como algum legado após a morte, mas esse é um efeito durante a vida, o qual faz com que as pessoas que você se distancia se lembrarem de você, e faz manterem um sentimento mesmo não mantendo contato; e se você fez algo negativo não deixa o tempo curar, pois certas marcas que deixamos no coração dos outros tem força além tempo. Então só atitudes mudam outras atitudes. Faça algo para mudar, faça algo para manter, faça algo para aumentar, faça algo para marcar... Faça algo e será único.
— Stephany Sousa.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Passeando com a saudade.
Desde que você se foi, todos os dias levo minha saudade pra passear. Em cada esquina que ela marcou território, faz questão de me travar. A cada lembrança, a saudade começa a te farejar. Inexplicavelmente, só de pensar, sinto seu cheiro exalar no ar. Em meio a poluição sonora, visual e mistura de fartuns… Todos os sentidos se ocultam na presença do seu eflúvio. A saudade então fica mais forte, tenta me puxar para o caminho onde o coração diz saber que você está. Mas meu orgulho segura as rédeas, e me guia para onde eu devo ir. Não necessariamente o mesmo lugar onde eu queria estar.
— Stephany Sousa.
Barreira.
EU TENTO MUDAR, MAS EU SOU MAIS FORTE do QUE EU.
Dezembro de 2011.Por muito tempo eu me conformei que sempre seria assim: Minha essência sendo meu próprio fardo. O pensar demais, por um lado, me dando respostas certas; por outro, me fazendo questioná-las. Eu sei o que é errado. Eu sei o que é certo. Mas o que é mais certo pra mim? Assim, em vez de eu seguir em frente com tranquilidade, eu seguia com o peso da incerteza. Porém eu não seguia em frente, pelo caminho que eu enfrentaria novos problemas, que exigiria mais força e me proporcionaria a mudança de ser uma nova pessoa. Eu seguia ao lado de uma barreira de inseguranças que eu mesma criava a cada passo, onde eu encarava somente o que estava ao meu alcance, onde eu nunca alcançava minha evolução. E minha evolução estava do outro lado, mas aquela enorme barreira de receios era muito maior que eu.
Uma pessoa que também teve uma barreira em seu caminho, me disse que era difícil, mas que eu era forte o suficiente para escalá-la, só eu não acreditava nisso. E não acreditava mesmo. Eu achava que ou minha barreira era muito maior que a dele, ou ele era muito mais forte que eu. Até tentei passar por cima da barreira, mas não adiantava... Quanto mais eu passava por cima, e olhava o quão alto estava, me dava medo de não ter mais forças para continuar ou caia pelo simples medo da altura. Não dava para passar por cima dos meus problemas, eu tinha que resolvê-los e acabá-los definitivamente um por um para diminuir o tamanho da barreira. Mas eram muitos, eram pesados, alguns tão antigos que eu achava nem precisar tirar dali, fazia parte de mim.
Até que um dia, alguém do outro lado (que não me via, mas de alguma forma me sentia) disse que lá tinha um mundo de oportunidades, e que eu não só tinha capacidade de viver ali, mas que também merecia estar ali porque eu era uma pessoa boa. Como assim ela sabe que eu sou capaz? Ela não me conhece! Como ela sabe que eu mereço? Nunca fiz nada esperando retorno! O problema é que só eu via aquela barreira, por isso achava que não tinha forças. Essa pessoa me via pois não tinha nada entre nós, só os meus receios. E ela não só me via, como enxergava as coisas boas que eu fazia (mesmo eu não mostrando). Isso me fez perceber meu potencial, me fez querer ser realmente boa pras pessoas, me fez querer ser realmente boa pra mim.
Parece que aquela pessoa do outro lado, fez só um furinho na minha barreira pra eu ver como é o mundo de oportunidades que estava perdendo por me conformar como eu era e não enfrentar meus problemas mais sérios; quando vi o quanto eu queria e podia estar lá, libertei toda a força que eu escondia e quebrei toda minha barreira de um vez só. Cada vez que eu percebia que era capaz, ficava feliz, ganhava mais gás, me tornava mais forte, e mais feliz... A sensação é de que nenhuma outra pessoa seria capaz de me derrubar, além de mim. E eu nunca mais serei essa pessoa.
— Stephany Sousa.
Outubro de 2014.
Marcadores:
aprendizagem,
barreiras,
comodismo,
evolução,
força,
inseguranças,
medo,
metáfora,
questionamentos,
receios,
superação
Local:
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
Tantamente.
Pelas palavras me descarrego.
Pelos textos me divido.
Em mim, não cabem tantos pensamentos.
Me sufoco, me canso, me esgoto.
Nunca estou sozinha,
Converso comigo constantemente.
Incessantemente.
Observo, analiso cada movimento.
Me surpreendo:
Como as pessoas conseguem parecer tão desconectadas do mundo? Como é possível um olhar vazio? Ou elas não refletem sobre suas vidas, ou elas são uma farsa. Aqui, o que se passa em cada segundo de cada mente? É possível descansar da própria mente?
Parece que sim,
Mas não para mim.
Sou minha teoria, minha aprendiz, minha tutora.
Não sei quem sou, nem quero saber.
Sinto que no dia que eu descobrir
Aí que nada fará sentido.
Eu sou pensamento, eu sou questionamento, eu sou incertezas.
— Stephany Sousa
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Rua das Oportunidades.
Eu sempre desço do ônibus no ponto mais longe da minha casa e ao mesmo tempo mais perto do centro comercial do meu bairro. Ambas as referências são bem próximas, a diferença é que no ponto perto da minha casa eu sigo uma reta numa rua vazia; no ponto que passa pelo centro, eu dou uma volta em volta de oportunidades. Prefiro andar mais e arriscar um encontro inesperado, uma conversa boa, um momento simples que me tire um riso, ou que simplesmente me tire um sorriso, do que chegar mais rápido no lugar onde eu posso prever o que pode acontecer. E que mais depende de mim para acontecer. Não vou limitar meus passos e deixar toda uma possível descoberta só pro destino chegar mais rápido até a mim. Não quero esperar, nem atalhar e reduzir minhas experiências. Eu posso seguir o caminho em busca de um destino, e não somente o contrário. Ele pode até ser “pré-definido”, mas não automaticamente aceito. Eu teria um destino na rua vazia, e alguns destinos na rua das oportunidades.
— Stephany Sousa.
Marcadores:
caminhos,
crônica,
descobertas,
destino,
escolhas,
experiências,
filosofia,
oportunidades,
vida
Cena Oculta.
A noite o teatro fecha.
Guardam-se as máscaras,
A atuação encerra.
A noite quando os olhos se fecham,
Abrem-se os prantos.
A realidade começa.
Quando as luzes se apagam,
Quando não há mais platéia,
O show particular começa:
Drama, terror, um romance jamais visto...
A melhor atriz.
Aquela que escondia seus próprios sentimentos,
Se revela.
A história que todos cansaram,
A peça que ninguém quer ver,
O fim que nunca se permite ter.
— Stephany Sousa.
Guardam-se as máscaras,
A atuação encerra.
A noite quando os olhos se fecham,
Abrem-se os prantos.
A realidade começa.
Quando as luzes se apagam,
Quando não há mais platéia,
O show particular começa:
Drama, terror, um romance jamais visto...
A melhor atriz.
Aquela que escondia seus próprios sentimentos,
Se revela.
A história que todos cansaram,
A peça que ninguém quer ver,
O fim que nunca se permite ter.
— Stephany Sousa.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Segurança.
Segurança, a palavra que eu tive mais dificuldade de entender. Poucas pessoas me ensinaram, e poucas pessoas me dão o exemplo. Eu mesma nunca fui um. Eu sempre me defendi sozinha -e muito mal- por não confiar em ninguém, nem em mim. Então garantia minha segurança filtrando as pessoas que poderiam se aproximar, com o receio de me machucar. Assim eu me isolava, me privava de momentos, de sofrimentos e consequentemente, da evolução. Pois evoluir é sofrer, sofrer também é viver e só vive quem tem confiança. Sem me isolar, minha proteção é saber da força que consigo encarar. Antes eu fugia. Agora, se não estou bem, tento me agarrar em todas as pessoas e oportunidades que me fazem bem.
— Stephany Sousa.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Liberdade de Insanidade.
Uma peça teatral com as insanas reproduções da vida, exageros do cotidiano, a incorporação do nosso corpo externo e mental. A sociedade não é poética, as pessoas são. Por isso poetas fazem da realidade uma doce melancolia ou criam nela uma utopia. Essas artes reproduzem as irrealidades da nossa realidade. São essas, nossas atitudes mais intensas nas quais são reprimidas pela consciência e pelo receio de parecer maluco. Este é o paradoxo da vida social, já que pessoas insanas não possuem essa razão da consciência de que elas não conseguem mais se controlar dentro de si, e assim parecem estranhas aos olhos dos corretos. Então como nós poderíamos ser loucos se nós nos controlamos para não ser? Nós somos associados aos loucos ao demonstrarmos nossos reais impulsos. Não se controlar é, na verdade, deixar de ser controlado pelo senso comum. O limite que essa “razão” impõe nas nossas ações, é a camisa de força da sociedade. Liberdade de expressão está muito além de onde você se expressa, e ao mesmo tempo, literalmente como você se expressa. Nós cobramos dos outros esse passe livre para divulgarmos nossos pensamentos, enquanto nós mesmo prendemos nossos sentimentos. Para nós, é estranho pessoas falarem livremente seus pensamentos e deixarem fluir suas expressões corpóreas. Essas pessoas ficam em sanatórios. Para nós, é normal dar uma satisfação forjando um gesto de esquecimento quando se dá meia volta na rua; ou por não conseguir cantar, pular e sorrir sozinho ao ouvir música nos fones em público… As outras pessoas a sua volta não estão ouvindo a mesma coisa que você, não estão sentindo a mesma coisa que você. Então não vá para o mundo externo e vazio para ser considerado normal, eles que deveriam entrar na dança e compartilhar da tua alegria. Somos todos estranhos, pois ninguém realmente conhece o outro por dentro, talvez nem nós mesmos. Quem nunca se surpreendeu consigo? Liberte-se de dentro da mente dos outros e deixe a sua gritar. Para eles, você é mais um maluco no mundo, então vista a carapuça e se considere o único.
— Stephany Sousa.Se você achou esse texto louco demais, não foi por falta de título.
Marcadores:
alegria,
arte,
insanidade,
liberdade,
liberdade de expressão,
peça teatral,
razão,
sociedade,
teatro
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.png)
.jpg)
