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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Bumerangue.

Isso era pra ser um tweet, mas achei muito sentimental para uma rede social em que tudo termina em palhaçada; depois pensei em fazer uma poesia pelo sentido da metáfora, mas tinha um cunho de reflexão que eu precisava abranger e ser mais clara; então, como podem perceber, virou uma crônica.

Com 11 anos eu peguei no livro "O Segredo" simplesmente pela inocência e curiosidade de uma criança em saber qual era o segredo. Talvez por ser criança, talvez por ser eu... fiquei lendo aquele livro e anotando na minha agenda da Hello Kitty todas as "receitas" para conspirar com o universo e fazer com que ele atraísse as coisas que eu queria. Eu segui essa lista com atitudes desde recortar minha Caloi Aro 16 na porta do armário para todo dia mentalizá-la, até tomar banho de chuva e gritar agradecimentos pela minha existência, e de todas as coisas e pessoas boas que eu tinha.

Parece loucura, mas quanto mais eu tinha pensamentos fortes e positivos as coisas simplesmente aconteciam. E quanto mais eu crescia e amadurecia, mas eu tinha provas daquela certeza ingênua de que eu realmente tenho super poderes. Eu tenho o poder de escolher o bem, e o bem tem o poder me recompensar por escolhê-lo. Eu tenho o poder de ser forte diante do mal, e a força tem o poder de me tornar cada vez dominadora dela. Eu tenho o poder de mentalizar meus desejos mais com o coração do que com a cabeça, e de alguma forma, eles vem até mim por merecimento. Eu tenho o poder de entregar meus sentimentos, e recebê-los de volta, mesmo não controlando a partida e mesmo não induzindo a volta.

Mas como tudo na vida tem um "porém" (esse que só depende de você para existir), não só os sentimentos bons são atraídos, e o retorno de suas ações, muitas vezes, vem de uma forma inconsciente. Então quando você deposita negatividade em algo, ela também vai voltar; e talvez volte só para te fazer perceber que você estava fazendo algo ruim mesmo não propositalmente. Um comentário maldoso ou repassar uma fofoca; quando você fez pouco caso de uma situação pequena. mas que para a outra pessoa era grandiosa, então ela perdeu o gosto de te contar e de te ouvir... Quando essas coisas acontecem sem você perceber, não se culpe, mas também não repita. É a vida querendo te ensinar a ser merecedor dela.

A vida é como um bumerangue, mas não é imediata, pois ela sabe o melhor caminho pra trazer tudo de volta. E o destino é um ajudante que escolhe as melhores ferramentas de fazer você entender. Se algo está gritando nos seus olhos, repare. Se no meio de várias conversas seus ouvidos encontraram um foco, escute. Se algo apareceu no seu caminho, aprenda.

— Stephany Sousa.



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Máquina de Respostas.

Desde pequena eu penso numa máquina que me respondesse qualquer pergunta com exatidão. Eu realmente lembro de mim com meus 8-anos-sei-lá visualizando essa máquina como um óculos, e apareceria a reposta pela lente... Apesar desse objeto ser estranho, o mais estranho eram as perguntas que eu fazia. As quais eram completamente impossíveis, eu buscava respostas do tipo: Quantas pessoas no mundo estão com chiclete grudado no cabelo? Quantas pessoas estão se cortando com uma folha de papel agora? Quantas pessoas estão sendo cagadas por pombos?
Escrevendo esse texto, reparei que quando eu era pequena tentava pensar na coisa mais incomum para tentar achar o mínimo de pessoas no mundo fazendo a mesma coisa. O objetivo era achar a pergunta que me daria a resposta de que apenas uma pessoa no mundo inteiro estaria fazendo algo sozinha (Inclusive eu nunca fiz essa pergunta direta porque a graça era achar a pergunta mais limitante possível). Acho que era uma curiosidade de saber se o mundo é tão grande o suficiente para ter várias pessoas fazendo coisas estranhas ao mesmo tempo, desafiando as probabilidades do planeta.
Depois de muitos anos, o estranho se tornou eu ainda "usar" essa máquina nas minhas observações (Isso se deve por uma característica minha muito forte que é ver as coisas com olhos de criança, ou seja, ver beleza onde não tem e me impressionar com pouco. Como por exemplo, achar bonito uma menina de aparentemente 4 anos brincando de amassar latinhas para os pais em pleno ano novo. Naquele momento, nem eu, nem a menina pensamos no lado ruim daquela "brincadeira"). Porém, hoje em dia eu não fico mais buscando a pergunta "da única pessoa fazendo algo sozinha", eu vejo algo peculiar, como duas pessoas tropeçando ao mesmo tempo, e me pergunto: "Quantas pessoas no mundo tropeçaram simultaneamente com elas?"
Eu nunca tinha refletido sobre isso tudo, é apenas uma brincadeira introspectiva como a de não pisar nas linhas do chão. Muitas pessoas fazem isso depois de grande (eu). Até que um dia eu estava andando de ônibus e vi um cartaz com uma mensagem de amor preso no sinal e pensei: "Quantas pessoas no mundo estão achando seus cartazes pelas ruas e se emocionando?" Naquele momento, quase que instantaneamente, me veio um brainstorm sobre o sentido disso... Você pode estar fazendo exatamente a mesma coisa, e ao mesmo tempo, que bilhões de pessoas no mundo e até fora dele... Mas isso não vai deixar de ser único pra você ou para as pessoas a sua volta. Tudo que a gente faz é único, até copiar. Pois uma mesma mensagem não toca corações iguais; uma mesma peça teatral pode ser a melhor peça da vida de duas vidas completamente diferentes, por motivos diferentes em dias diferentes.
Nós somos o que marcamos e deixamos para outras pessoas e para nós mesmos. Momentos, experiências, conversas, toques físicos e morais... Essa parte você pode interpretar como algum legado após a morte, mas esse é um efeito durante a vida, o qual faz com que as pessoas que você se distancia se lembrarem de você, e faz manterem um sentimento mesmo não mantendo contato; e se você fez algo negativo não deixa o tempo curar, pois certas marcas que deixamos no coração dos outros tem força além tempo. Então só atitudes mudam outras atitudes. Faça algo para mudar, faça algo para manter, faça algo para aumentar, faça algo para marcar... Faça algo e será único.

— Stephany Sousa.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rua das Oportunidades.

Eu sempre desço do ônibus no ponto mais longe da minha casa e ao mesmo tempo mais perto do centro comercial do meu bairro. Ambas as referências são bem próximas, a diferença é que no ponto perto da minha casa eu sigo uma reta numa rua vazia; no ponto que passa pelo centro, eu dou uma volta em volta de oportunidades. Prefiro andar mais e arriscar um encontro inesperado, uma conversa boa, um momento simples que me tire um riso, ou que simplesmente me tire um sorriso, do que chegar mais rápido no lugar onde eu posso prever o que pode acontecer. E que mais depende de mim para acontecer. Não vou limitar meus passos e deixar toda uma possível descoberta só pro destino chegar mais rápido até a mim. Não quero esperar, nem atalhar e reduzir minhas experiências. Eu posso seguir o caminho em busca de um destino, e não somente o contrário. Ele pode até ser “pré-definido”, mas não automaticamente aceito. Eu teria um destino na rua vazia, e alguns destinos na rua das oportunidades. 

— Stephany Sousa.