Somos um borrão de cores tentando ganhar formas. Tentando conhecer novos nuances na vida. Nossa parte em branco é preenchida a cada mistura de novas cores que descobrirmos ou descolorimos. Nós absorvemos os melhores tons de cada um que nos deixa marcado, seja a áurea dela o azul mais sereno que te afaga; seja o amarelo mais alegre que te reluz; ou até mesmo um tom mais frio que te faz querer colorí-lo por ver os pontos mais vivos sendo ofuscados... Somos borrões de cores, e cada um nos interpreta de uma forma. Em alguns, despertamos diferentes emoções, e para outros, nem fazemos sentido.
— Stephany Sousa.
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Passeando com a saudade.
Desde que você se foi, todos os dias levo minha saudade pra passear. Em cada esquina que ela marcou território, faz questão de me travar. A cada lembrança, a saudade começa a te farejar. Inexplicavelmente, só de pensar, sinto seu cheiro exalar no ar. Em meio a poluição sonora, visual e mistura de fartuns… Todos os sentidos se ocultam na presença do seu eflúvio. A saudade então fica mais forte, tenta me puxar para o caminho onde o coração diz saber que você está. Mas meu orgulho segura as rédeas, e me guia para onde eu devo ir. Não necessariamente o mesmo lugar onde eu queria estar.
— Stephany Sousa.
Barreira.
EU TENTO MUDAR, MAS EU SOU MAIS FORTE do QUE EU.
Dezembro de 2011.Por muito tempo eu me conformei que sempre seria assim: Minha essência sendo meu próprio fardo. O pensar demais, por um lado, me dando respostas certas; por outro, me fazendo questioná-las. Eu sei o que é errado. Eu sei o que é certo. Mas o que é mais certo pra mim? Assim, em vez de eu seguir em frente com tranquilidade, eu seguia com o peso da incerteza. Porém eu não seguia em frente, pelo caminho que eu enfrentaria novos problemas, que exigiria mais força e me proporcionaria a mudança de ser uma nova pessoa. Eu seguia ao lado de uma barreira de inseguranças que eu mesma criava a cada passo, onde eu encarava somente o que estava ao meu alcance, onde eu nunca alcançava minha evolução. E minha evolução estava do outro lado, mas aquela enorme barreira de receios era muito maior que eu.
Uma pessoa que também teve uma barreira em seu caminho, me disse que era difícil, mas que eu era forte o suficiente para escalá-la, só eu não acreditava nisso. E não acreditava mesmo. Eu achava que ou minha barreira era muito maior que a dele, ou ele era muito mais forte que eu. Até tentei passar por cima da barreira, mas não adiantava... Quanto mais eu passava por cima, e olhava o quão alto estava, me dava medo de não ter mais forças para continuar ou caia pelo simples medo da altura. Não dava para passar por cima dos meus problemas, eu tinha que resolvê-los e acabá-los definitivamente um por um para diminuir o tamanho da barreira. Mas eram muitos, eram pesados, alguns tão antigos que eu achava nem precisar tirar dali, fazia parte de mim.
Até que um dia, alguém do outro lado (que não me via, mas de alguma forma me sentia) disse que lá tinha um mundo de oportunidades, e que eu não só tinha capacidade de viver ali, mas que também merecia estar ali porque eu era uma pessoa boa. Como assim ela sabe que eu sou capaz? Ela não me conhece! Como ela sabe que eu mereço? Nunca fiz nada esperando retorno! O problema é que só eu via aquela barreira, por isso achava que não tinha forças. Essa pessoa me via pois não tinha nada entre nós, só os meus receios. E ela não só me via, como enxergava as coisas boas que eu fazia (mesmo eu não mostrando). Isso me fez perceber meu potencial, me fez querer ser realmente boa pras pessoas, me fez querer ser realmente boa pra mim.
Parece que aquela pessoa do outro lado, fez só um furinho na minha barreira pra eu ver como é o mundo de oportunidades que estava perdendo por me conformar como eu era e não enfrentar meus problemas mais sérios; quando vi o quanto eu queria e podia estar lá, libertei toda a força que eu escondia e quebrei toda minha barreira de um vez só. Cada vez que eu percebia que era capaz, ficava feliz, ganhava mais gás, me tornava mais forte, e mais feliz... A sensação é de que nenhuma outra pessoa seria capaz de me derrubar, além de mim. E eu nunca mais serei essa pessoa.
— Stephany Sousa.
Outubro de 2014.
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Local:
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
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